Geleia caseira: tudo que você precisa saber!

Geleia caseira: tudo que você precisa saber!

Estamos acostumados a complementar o café da manhã com geleias, mas elas também são uma opção prática e econômica para fazer em casa e acompanhar refeições e sobremesas do dia a dia, de carnes a sorvetes.

Compotas e geleias permitem uma possibilidade infinita de combinações de frutas e vegetais. Além de variar o cardápio e incrementar nossa alimentação, estas conservas preservam os sabores e benefícios de cada ingrediente sem precisar de aditivos artificiais.

Apesar de inicialmente serem usados pelos árabes na farmacopeia para o tratamento de doenças, logo percebeu-se que estes preparos tinham potencial de conservar alimentos e adicionar valor nutritivo às refeições, aparecendo em livros de receitas desde o século XVI.

Aqui você vai aprender o passo a passo do preparo caseiro e entender a importância de cada ingrediente para garantir a geleia dos sonhos.

Escolhendo os ingredientes

A vantagem de geleias é fazer combinações tradicionais e originais de longa durabilidade com frutas e verduras, doces ou salgadas. Opte por ingredientes bem frescos, maduros e sem danos ou machucados.

Você ainda pode prolongar a vida dos alimentos e garantir geleias para o ano todo na sua cozinha. Frutas sazonais, como as laranjas, podem ser congeladas por até 6 meses para você usar quando for preciso. Descongelados, deixe os ingredientes em salmoura ou macerados com vinagre para ressaltar sabor e aumentar a conservação.

Garantindo a consistência perfeita

O princípio básico da geleia é um alimento em pedaços cozido até obter uma textura viscosa, que remete ao nome de origem francesa, gelée (em português, gelificar). Para isso, é necessário utilizar um espessante solúvel em água: a pectina.

Esta fibra gelatinizante presente em frutas e vegetais reduz o colesterol ruim e a absorção de glicose no organismo, além de auxiliar na retenção de água e no trânsito intestinal.

Para extraí-la manualmente, escolha alimentos que a tenham em alto teor, como maçãs, framboesas, maracujás, ameixas, limões e laranjas: basta cortar em pedaços, cozinhar até levantar fervura e separar a água, que estará repleta de pectina da fruta, para adicionar ao preparo. A quantidade fica ao seu critério. Mais fibra deixará a geleia mais espessa.

Fazendo a geleia

Junte os ingredientes principais picados em pedaços pequenos e leve para cozer. Esta é a hora de adicionar a água com pectina e usar açúcar, que ativará a função da fibra. Mais puro e concentrado do que o mel e outros edulcorantes, o açúcar da cana tem efeito maior na pectina e na conservação dos alimentos. Se estiver usando ingredientes bem doces para a geleia, a adição de açúcar não será necessária.

Quanto mais maduros os itens da geleia, menos água será necessária para cozinhar. Ainda assim, a quantidade vai depender muito de cada fruta ou verdura e do teor de açúcares, pectina e acidez, que também vão interferir na quantidade final de geleia. Ferva em fogo baixo para evitar que queime ou grude no fundo e para prolongar o cozimento, extraindo mais suco e acentuando o sabor.

Ferva evitando ultrapassar 105 ºC até engrossar o líquido, apague o fogo e retire a espuma que se formou por cima usando uma espumadeira. Envase em um recipiente esterilizado e bem vedado e armazene por até dois meses.

Agora que você já aprendeu cada etapa, dê de presente este preparo artesanal a alguém querido ou abasteça sua despensa com geleias diversificadas para as refeições diárias. Aplique por cima de carnes e peixes, incremente pudins e panna cottas, sirva como molho para queijos e aperitivos ou relembre o clássico uso em pães, waffles e torradas!

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